MUSEU CASA DE BRUSQUE • Blog
Garantir maior segurança e proteção a um dos mais importantes patrimônios históricos de Brusque e do Vale do Itajaí-Mirim é o objetivo do projeto “Revitalização da cobertura do Museu Casa de Brusque”, apresentado pela Sociedade Amigos de Brusque (SAB), mantenedora do Museu Casa de Brusque, vencedora do Edital Revitaliza SC - PNAB 2ª Edição, com uma proposta no valor de R$ 100 mil.
Os recursos serão destinados à substituição integral do telhado do prédio que abriga a exposição permanente, a reserva técnica e os acervos de documentos, fotografias e periódicos do Museu. A entidade aguarda o depósito dos recursos para iniciar o cronograma de execução do projeto.
A atual cobertura, em telhas modelo colonial, apresenta vulnerabilidades diante das intempéries. Em 2025, por exemplo, uma ocorrência relacionada ao telhado provocou danos a um tear jacquard de 1906, demonstrando os riscos à preservação do patrimônio a que o prédio está exposto.
A nova cobertura será instalada com telhas tipo sanduíche, que oferecem maior proteção contra infiltrações e umidade, além de contribuir para a estabilidade térmica do ambiente.
O Museu Casa de Brusque possui mais de duas mil peças tridimensionais, mais de 25 mil fotografias e centenas de milhares de documentos, reunindo registros históricos desde a fundação da Colônia Itajahy-Brusque, em 1860.
Para o presidente da Sociedade Amigos de Brusque, Marcus Schlosser, a conquista representa um avanço importante na proteção do patrimônio. “Quando falamos em preservar o Museu, não estamos cuidando apenas de um prédio. Estamos protegendo objetos, fotografias e documentos que não podem ser substituídos e que ajudam a contar a história de Brusque e de toda a nossa região.
A conquista do Edital Revitaliza nos permite avançar justamente em uma necessidade fundamental: oferecer mais segurança ao acervo e melhores condições para que esse patrimônio permaneça preservado para as próximas gerações”, afirma.
Segundo a diretora geral do Museu, Luciana Pasa Tomasi, a revitalização do telhado integra as ações permanentes de conservação preventiva da instituição. “A preservação de um acervo começa pela garantia de condições adequadas para que ele esteja protegido. Podemos realizar a higienização, a catalogação, a digitalização e todos os procedimentos técnicos necessários, mas é fundamental que a estrutura que abriga esse patrimônio também ofereça segurança”, destaca.
Além de proteger o acervo, a nova cobertura deverá proporcionar melhores condições de trabalho para a equipe técnica e mais conforto para visitantes e pesquisadores, bem como reduzir a necessidade de manutenções emergenciais.
Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.